O mercado imobiliário da Bahia começou 2026 num ritmo acelerado, com indicadores que reforçam o bom momento do sector. Dados apresentados pela Ademi-BA mostram que, apenas em janeiro, o Valor Geral de Vendas (VGV) na Região Metropolitana de Salvador cresceu 41% face ao mesmo período do ano passado, enquanto o número de unidades comercializadas avançou 32%.
O desempenho ganha ainda mais relevância quando observado numa janela mais alargada: em dois anos, o VGV saltou de R$ 213 milhões, em janeiro de 2024, para R$ 529 milhões em janeiro de 2026, acumulando uma subida de 148% e evidenciando a valorização consistente do mercado imobiliário no estado. O cenário acompanha uma tendência já percebida recentemente, com Salvador a consolidar-se como um dos principais polos do sector no país, impulsionado pela procura aquecida e pela confiança dos compradores,
A pesquisa, encomendada pela entidade e realizada pela Brain Inteligência Estratégica, também aponta crescimento no ritmo de lançamentos. Foram 1.400 unidades colocadas no mercado em janeiro, aumento de 20% em relação a 2025, enquanto o Valor Geral de Lançamentos (VGL) atingiu R$ 736 milhões, avanço de 30%.
O perfil dos imóveis vendidos revela mudanças claras no comportamento do consumidor. As unidades compactas, como studios e apartamentos de um quarto, lideraram as vendas, com 48% do total, refletindo a procura por praticidade, localização estratégica e melhor relação qualidade-preço, especialmente entre jovens profissionais e investidores. Ao mesmo tempo, os imóveis económicos representaram 29% das vendas, enquanto o segmento de médio padrão, com unidades de dois e três quartos, respondeu por 23%, atraindo famílias e compradores à procura de mais espaço sem abdicar da viabilidade financeira.
Este movimento de diversificação ajuda a explicar o bom desempenho do sector, que consegue satisfazer diferentes perfis de público. No topo da pirâmide, o mercado de alto padrão mantém-se em evidência, mesmo com menor oferta, sustentando preços elevados por metro quadrado em Salvador, um fenómeno que reforça o posicionamento da capital baiana entre os mercados mais valorizados do Nordeste.
Para o presidente da Ademi-BA, Cláudio Cunha, os números reflectem um sector cada vez mais estruturado. Ele avalia que o desempenho de janeiro é resultado de um trabalho contínuo e estratégico, destacando a maturidade do mercado, a capacidade de absorver novos empreendimentos e a confiança do consumidor como factores determinantes para o crescimento.
*Matéria do Site Alô Alô Bahia
